NOVA ECONOMIA E MUDANÇAS CLIMÁTICAS: É POSSÍVEL CONCILIAR?

"Há muitos anos, os homens e a Igreja entenderam que devem ser os custódios da Criação... mas os economistas e industriais demoraram um pouco mais!" – foi a consideração inicial feita na abertura do simpósio "Nova Economia e Mudanças Climáticas", realizado na manhã de quarta-feira, 20 de maio de 2015, na Universidade da Santa Cruz, em Roma.

Promovido pela Embaixada da Holanda junto à Santa Sé e pela própria Universidade, o encontro reuniu ainda dois cardeais: Donald Wuerl, Arcebispo de Washington, e Peter Turkson, Presidente do Pontifício Conselho da Justiça e da Paz. Também participaram da mesa o Presidente da multinacional Unilever, Paul Polman, e a ministra de negócios da Holanda, Liliane Ploumen. Cada um expôs o seu ponto de vista sobre o tema, em perspectiva da publicação, prevista para junho, da próxima Encíclica do Papa sobre a ecologia humana.
Para o Cardeal Turkson, cujo Conselho participou da redação do documento, "o mundo da política e da economia e a Igreja devem caminhar juntos em busca do desenvolvimento sustentável do planeta. É preciso uma conversão ecológica integral e segundo o Papa, somos todos responsáveis por isso".

"Nossas vidas têm que ser sustentáveis e não serem apenas negócios e lucros. Tutelar o meio ambiente significa assegurar uma vida digna para todos, inclusive os pobres".

"Agir juntos" é a mesma fórmula apontada pelo Cardeal Secretário de Estado, Pietro Parolin, que em mensagem dirigida ao encontro, afirma que este é o imperativo ético urgente, diante do aquecimento global do planeta.
A mensagem do cardeal Parolin foi lida no Simpósio por Monsenhor Osvaldo Neves Almeida, oficial brasileiro há 23 anos na Secretaria de Estado.
Na carta, o cardeal lembrou que tratando do futuro do planeta é tratar da vida, já que não se pode separar vida e meio ambiente. "Não existem fronteiras políticas, barreiras, ou muros dos quais a gente pode se esconder para se proteger do efeito da degradação ambiental. Por isso, também, não tem lugar para a globalização da indiferença, da economia da exclusão, ou aquela economia do descarte.". "A responsabilidade moral e ética chama a pensar de novo o desenvolvimento econômico".
Para encerrar, o cardeal Parolin citou o texto do papa Francisco presente na exortação Evangelii Gaudium. "A dignidade de cada ser humano e a busca do bem comum são as principais preocupações que tem que modelar todas as políticas econômicas."

Fonte: Notícia: Rádio Vaticano - Por Assessoria de Imprensa
28 / Mai / 2015 14:15
(Extraído do Site das Pontifícias Obras Missionárias)

 


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