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MISSÃO NA SELVA PERUANA

09/01/2017 – 05/02/2017

Foi o maior presente que recebi das mãos de Deus, neste momento da minha idade e minha vida. Até agora quero entender como tudo deu tão certo! Frei Atílio veio fazer uma visita em AMAMBAI/MS. ELE falando desta missão, me interessei ele sentou no computador me apresentou o projeto. Pensei, rezei, e pedi ao Conselho Provincial. A resposta foi positiva. Ai me deu um frio na barriga!!!! Vou ou não vou. Pedi luz divina, fiquei tranquila e decidi. EU VOU! Cuidei das vacinas, documentos, roupas, botas, capa de chuva... Quando Deus convoca e se tem certeza a tranquilidade vem e fica.

Contando um pouco da viagem: Cheguei em Tabatinga-Brasil, já fui encontrando as pessoas do Brasil que iam participar, tudo foi alegria. Pegamos a barca atravessamos o rio Amazonas e fomos ao Peru pegar o visto. Em seguida fomos na Polícia Brasileira. Tudo certo!!! Os sete brasileiros e frei Atílio sempre nos acompanhando. Dia 10/01 pegamos uma grande barca com muita gente, galinha, peixe ensacado, banana, tudo que você pode imaginar vai rio acima. São 46 horas até chegar em IQUITO. Depois chegamos em Caballo Cocha, foram mais 6 horas e 20 minutos.

1ª semana, recebemos explicações de professor, bispo e Frei Atílio. Éramos em 37 participantes: Argentinos, Chilenos, Peruanos, Colombianos, Paraguaios Mexicanos e Brasileiros. Uma experiência única na vida. Foi muito rica a convivência. Cada manhã a oração sempre bem preparada por um grupo que dava um bom início para o novo dia. Eu era a mais vivida do grupo

2ª No domingo 15 missa de envio. Fomos divididos em grupo de três, uns de quatro. Um argentino, eu e um peruano. Visitamos todas as casas de uma rua. Pegamos o nome de todos da família. De 35 crianças 29 não são batizadas. Rezamos o Pai Nosso, demos a bênção: Nm cap. 6, 22-24. Todos os dias havia brincadeiras com as crianças e reunião com os adultos. Deixamos dois jovens que se prontificaram para que toda sexta feira fizessem a celebração da palavra. No domingo encerramos a missão neste local, com quatro batizados. Muitas pessoas participaram. Foi bonito!!!

3ª A expectativa era grande demais... (As equipes foram trocadas, fiquei com o argentino e uma argentina. Sábado à tarde recebemos uma grande bolsa, com café, pão, pomada, papel higiênico, sabão, plástico para forrar o chão, garrafa para filtrar a água da chuva, três litros de água potável e três pinicos.  Dia 22, os líderes do casario vieram nos buscar. É AGORA JESUS..., Cada um seguiu para determinados lugares. Uns foram 6 horas de barco. O nosso casario era mais perto 1 hora e vinte minutos. Chegamos e uma criançada estava nos esperando. Nós cansados pelo precário acomodamento. Falei: as crianças querem brincar? Vamos lá! Um lugar lindo! A beira do grande rio, brincamos até... chegamos! a casa muito bonita, nova, uma escada bem inclinada para subir, cada um tinha o seu quarto, com uma cama nova e cadê o colchão? Dormir em cima das tábuas atravessadas. A noite cadê a janta? Não tinha. Comemos pão e água. Tudo novidade! Neste local são ao todo 109 pessoas. Muitas crianças também sem batizar. Fizemos a celebração da palavra, e pedimos para que no dia seguinte trouxessem algo para ajudar uma mãe com seis filhos, o pai abandonou a família e foi embora. A cesta ficou cheia. Fomos todos juntos entregar os alimentos. A mãe e os filhos ficaram emocionados.

 Dia 25/01, fomos a outro casario, Cahuide, um povoado com 361 pessoas.  Uma escola bonita, campo de futebol, campo de aviação desativado. Era usado para trafico de coca. A primeira coisa foi nos apresentar às autoridades. Nesta casa tinha uma escada muito perigosa para subir para o andar de cima. Pedi tanto a Jesus para me cuidar e proteger. Brincamos muito com as crianças. Os adultos não corresponderam muito ao convite. Para a celebração da palavra. (Penso que a maioria são evangélicos) O Pastor é cearense e participou muito bem da celebração. Fizemos na casa do senhor que nos acolheu, ao todo 10 adultos e 4 crianças.

POVO muito bom, simples, acolhedor, sofrido, humilde e tranquilos. Cada dia os homens devem ir pescar, para colocar comida na mesa. Quando pegam uns a mais, deixam vivos na água para o dia seguinte. As bananas eles colhem na floresta. Janta não tem. Sempre recebíamos o prato pronto. Era aquilo e nada mais. Olha, a gente se acostuma com o pouco e fica satisfeita. Não se vê pessoas obesas nestes locais.

Amei as crianças, no início tímidas e sérias, depois foram se soltando. Elas são calmas, obedientes, não gritam, não vi nenhum gesto de violência. O ambiente, a natureza tudo convida para a paz.

Fomos fazer um passeio no rio e pescar, o dia não estava para peixe, apenas um pequeno.

Caminhada na selva peruana. Andamos, andamos pela mata adentro, um homem foi à nossa frente, com um grande facão limpando o caminho. Tudo muito lindo! Muitas flores, bananeiras floridas, muita água, ainda bem que a bota serviu. Chegamos em casa com a língua para fora e com fome, pois de manhã foi café com dois biscoitinhos. No almoço uma sopa de banana com um pequeno pedaço de peixe. Muito gostosa! Mais me deu uma tal de diarreia, a noite o jeito foi usar o pinico. Complicado, mais divertido. Os sanitários ficam bem longe da casa e de difícil acesso. E tivemos de pedir licença para usar por que era do vizinho. Energia das 18:00H até ás 21:00. Quem não tem sanitário nem pinico, vai no mato, mesmo.

 Dia 28/01 voltamos para Caballo Cocha. Cada momento chegava outro grupo, era sempre uma grande alegria, muitas surpresas a revelar.  

Dia 29/01, missa de encerramento. Cada missionário distribuiu velas para as pessoas presentes. Para que eles sejam luzes nas comunidades.

Dia 30/01 - avaliação e arrumação das malas. Dia 31/01 - despedida dos missionários. Os argentinos, paraguaios e chilenos viajaram de manhã. Nós às 24 horas. A barca estava tão cheia que não tinha lugar para armar a rede. Chegamos às 6h no lado do Peru. Pagamos uma voadeira e fomos para o Brasil. O que meus olhos viram, as emoções que vivi, a proteção Divina que senti, não tenho palavras para expressar os sentimentos mais profundos vividos neste tempo sagrado. MUITO OBRIGADA, MEU DEUS, POR ESSE IMENSO AMOR E CARINHO QUE SENTI CADA DIA. OBRIGADA IRMÃS DO CONSELHO PROVINCIAL PELA LICENÇA CONCEDIDA. Que bom seria, se cada ano pudesse ir outra irmã.

(Ir. Olga Biss)


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