Estanislau foi martirizado por um amigo, por não tê-lo apoiado numa arbitrariedade cometida na condição de rei. Tão disciplinado era o santo, tanta disciplina de seu rebanho exigia o bispo, que nem o cargo soberano do infrator o fez calar-se. Pagou com a própria vida.
Estanislau nasceu na Cracóvia, em Szczepanowa, em 1030. Seus pais eram pobres, mas encontraram nos beneditinos uma forma de dar educação moral e espiritual ao filho. Assim, quando concluiu os estudos básicos com eles, Estanislau conseguiu concluir o ensino superior na Bélgica, na célebre Escola de Liège.
Voltando à sua terra natal, sua atuação como sacerdote ficou marcada pelo zelo pastoral e pelas benéficas iniciativas realizadas com caridade e inteligência, como ficou registrado.
Nada mais natural do que ser designado Bispo da Cracóvia pelo Papa Alexandre II, com o apoio não só do clero como de toda a população.
O que não foi natural foi o apoio que a nomeação recebeu do próprio Rei Boleslau II. Nascia ali uma amizade que terminaria tragicamente.
Boleslau admirava Estanislau e, nos primeiros anos, o apoiou no trabalho incansável de evangelização em toda a região, assim como na formação do clero local, ao qual preparou para substituir os monges beneditinos na administração da Igreja polonesa.
Mas Estanislau também apoiava o rei em suas melhores ações. Afinal, Boleslau é descrito na história como um soberano que alargou e consolidou as fronteiras do seu jovem país, além de ter valorizado grandemente as terras de sua pátria, com a reforma fundiária que implantou, acompanhada de mudanças políticas e econômicas muito favoráveis ao povo.
Mas, o rei apaixonou-se por uma bela matrona, Cristina, que era casada com Miecislau, outro nome polonês histórico.
Apesar dos conselhos de Estanislau e de sua exigência de que os preceitos católicos do casamento fossem respeitados, Boleslau não se conformou em ficar sem sua amada. Simplesmente, mandou raptá-la. O bispo ameaçou excomungá-lo, mas o rei não recuou.
Estanislau cumpriu a ameaça e Boleslau, enfurecido, ordenou a execução do religioso, comandando em pessoa a invasão da igreja de São Miguel, na Cracóvia, onde Estanislau celebrava uma missa.
Mas, os guardas, impedidos por uma força misteriosa, não conseguiam se aproximar do santo, tendo o rei que assassiná-lo com as próprias mãos. Estanislau foi trucidado e imediatamente passou a ver venerado pelo povo polonês, sendo canonizado em 1253.
Seu culto até hoje é muito difundido na Europa e na América.
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