Macário recebeu esse nome por causa de seu padrinho de batismo, Bispo de Antioquia. Mas não herdou apenas seu nome, como também sua religiosidade e um destino: ser líder e ocupar um posto importante na Igreja, como o tio.
Macário nasceu na Armênia, no final do primeiro milênio, ali falecendo em 1012. Educado sob a orientação do tio e padrinho, Macário cresceu preparando-se com esmero para tornar-se sacerdote rapidamente, o que aconteceu assim que atingiu a idade necessária.
Não foi novidade para ninguém ele ser indicado para suceder o tio como bispo.
Neste cargo Macário realizou o trabalho que depois seria a causa de sua canonização.
Pregava diariamente, visitava todos os hospitais confortando os doentes e dividindo tudo que tinha com os pobres. O que resultou disso foi a conversão constante de pagãos.
Ainda nessa fase, conta a tradição que aconteceu um milagre presenciado por muitos: Macário, quando ajoelhava-se para rezar, emocionava-se tanto que tinha constantemente às mãos um pano para enxugar as lágrimas. Um leproso teria aplicado esse pano ainda úmido sobre suas feridas e se curado da terrível doença.
Bastou para que, a partir dali, diariamente uma multidão de doentes procurassem a casa do bispo para receber sua bênção. Assim, outros milagres se sucederam.
Mas, a fama desagradava o humilde Macário. Ele então empossou um substituto para a diocese, o padre Eleutério, e buscou a solidão. Na companhia de quatro sacerdotes, viajou como penitente à Terra Santa, peregrinou aos lugares sagrados e passou a pregar.
Converteu centenas de sarracenos, mas com isso provocou a ira dos poderosos. Preso e torturado, foi deixado à noite pregado ao chão por enormes pregos que perfuravam seus pés e mãos, numa espécie de crucificação.
Mas, durante a noite um anjo apareceu na cela e libertou Macário dos pregos. As portas da prisão se abriram sozinhas e o santo ganhou a liberdade. Assim dizem os escritos.
Macário ainda pregou e praticou curas milagrosas na Baviera, Mogúncia, Bolonha e na Holanda. Foi nessa época que teria apagado um incêndio em Malines, ao fazer o sinal da cruz.
Terminou seus dias no convento de São Bavo, em Gand, mas morreu em sua terra natal. Mesmo gravemente doente conseguiu fazer a viagem de volta e, além disso, enfrentou pelo caminho a peste que dizimava populações.
Sua história se fecha com outro fato extraordinário. Tendo previsto dia e local de sua morte, comunicou aos companheiros que seria a última vítima da peste. E tudo aconteceu como ele predissera: depois que São Macário morreu, ninguém mais perdeu a vida por causa daquele mal contagioso.
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