Heriberto foi arcebispo de Colônia, na Alemanha, já em idade madura. Mas, sua religiosidade brotara muito antes, ainda na infância.
Conta a história que, no dia em que nasceu, no fim do primeiro milênio, filho de descendentes dos condes de Worns, notou-se uma extraordinária luz pairando sobre a casa de seus pais. O fenômeno teria durado várias horas e marcou para sempre a vida de Heriberto.
Como desde pequeno mostrasse vocação para a religião e para os estudos, seus pais o entregaram ao convento de Gorze, na Lorena. Ali, Heriberto descobriu para si e para o mundo que era extremamente talentoso.
Com o decorrer do tempo cursou diversas escolas, chegando a ser considerado o homem mais sábio de seu tempo. E foi nesta condição que o Imperador Oton III o nomeou chanceler, seu assessor de maior confiança.
Sua fama e popularidade cresceram, não só devido à sabedoria, mas também pela humildade e pela caridade que praticava com todos. Assim, foi eleito bispo de Colônia.
Quando Oton morreu, o imperador que o sucedeu, Henrique, também acabou tornando-se admirador do santo, apesar de no início lhe haver feito oposição.
Mas, a obra caridosa do bispo pôde então continuar. Conta-se que, depois de fundar um hospital para os pobres, Heriberto visitava os doentes todos os dias, cuidando deles pessoalmente. Diz a tradição que, certa vez, houve na cidade uma grande seca, ficando sem chover por meses. O bispo comandou um jejum de três dias e, finalmente, uma procissão de penitência pedindo chuva aos céus.
Como nem assim chovesse, Heriberto pôs-se a chorar na frente do povo, culpando-se pela seca. Dizia que seus pecados é que impediam Deus de fazer misericórdia. Como que para mostrar que não se tratava disso, imediatamente o céu escureceu e uma forte tempestade caiu sobre a cidade.
Santo Heriberto morreu em 1021, numa viagem de visita pastoral à cidade de Neuss, onde contraiu febre maligna que assolava a população.
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