Se tivéssemos que expressar numa única palavra a vida de Santa Luísa de Marillac, seria fácil: caridade. Nasceu em Paris, em 1591, e faleceu em 1660. Foram sessenta e nove anos vivendo na caridade e para a caridade.
Luísa teve dois grandes conselheiros espirituais: São Francisco de Sales e São Vicente de Paulo e, graças a eles, pôde enfrentar os problemas que lhe agitaram o atribulado cotidiano.
Desde pequena tinha vontade de entregar-se à vida religiosa, mas seus problemas materiais fizeram com que demorasse em conseguir seu objetivo. Era filha de um conselheiro do Parlamento francês, cujas posses permitiram dar à filha uma infância tranqüila. Mas o conselheiro morreu quando Luísa tinha 14 anos e seus problemas começaram.
Foi tirada do colégio e obrigada a casar-se com um secretário da rainha. Teve um filho, Miguel, que mais tarde entraria para um seminário. Mas o casamento não resolveu os problemas da família. Seu marido caiu de grave e longa enfermidade, provocando enormes problemas financeiros. Somente sua fé a manteve firme e os problemas foram sendo suplantados graças à sua força.
Seu marido faleceu em 1625 e Miguel foi para o seminário. Finalmente ela pôde dedicar-se totalmente aos mais pobres, muito embora não os tivesse abandonado, por maiores que tivessem sido suas dificuldades financeiras.
Em 1634 Luísa juntou-se a mais três senhoras caridosas como ela e, com ajuda e orientação de São Vicente de Paulo, fundaram a Congregação das Damas da Caridade, núcleo do que se tornaria depois a Congregação das Irmãs Filhas da Caridade.
A obra destas mulheres, com Luísa à frente, foi notável. Quando Paris foi assolada pela peste, em 1652, elas chegaram a atender quatorze mil pessoas, de todas as categorias sociais.
Santa Luísa de Marillac foi beatificada pelo Papa Benedito XV, em 1920, e canonizada por Pio XI em 1934.
Suas relíquias repousam na Capela da Visitação da Casa Matriz das Irmãs da Caridade, local onde se deu a aparição de Nossa Senhora com a manifestação da medalha milagrosa.
Sobre ela, disse certa vez São Vicente de Paulo: "Só Deus sabe a força interior que ela possuía".
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