Casimiro poderia muito bem colocar sobre a cabeça uma coroa e reinar como seus irmãos já que era o décimo terceiro filho dos reis da Polônia.
Todos os seus doze irmãos tornaram-se reis, mas Casimiro, que nasceu com os títulos de príncipe da Polônia e grão-duque da Lituânia, não seguiu o caminho dos demais.
Desde pequeno abriu mão do luxo da corte, suas ricas festas e tudo o mais que significava nascer em meio à nobreza. Fez voto de castidade e assim permaneceu até o fim da vida. Morreu aos vinte e cinco anos.
Só uma vez tentou fazer valer seus títulos. Como tinha direito a reclamar o trono da Hungria, tentou fazê-lo para combater os turcos, que rondavam o reino. Como não conseguisse, resolveu abrir mão também do poder e da coroa, como tinha feito com os prazeres materiais.
Não fugia dos deveres políticos, tendo ajudado o pai nos negócios do reino desde os dezessete anos, principalmente nos problemas referentes à Lituânia, onde era muito querido pelo povo.
Mas, como desde rapaz levava uma vida muito humilde, jejuando continuamente para pôr sua fé à prova, sua saúde nunca foi perfeita.
Assim, muito jovem foi apanhado pela tuberculose.
Médicos daquele tempo ainda lhe receitaram o casamento como "remédio", mas ele recusou, preferindo permanecer celibatário.
Morreu e foi sepultado em Wilma, capital da Lituânia, em 1484. Menos de quarenta anos após sua morte já era canonizado pelo Papa Leão X e declarado protetor da juventude lituana.
Até hoje é considerado um símbolo para a Polônia cristã.
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