Cunegundes viveu na realeza. Mas, nunca abandonou os princípios cristãos, dando grande importância à fé e aos cuidados de seus súditos doentes e pobres.
Nasceu no final do século X e era filha de Sigefredo, conde de Luxemburgo. Conta-se que desde muito pequena dizia querer se tornar religiosa.
Cunegundes casou-se com Henrique, imperador da Alemanha e também católico. O casal recebeu as coroas imperiais das mãos do Papa Benedito VIII, em Roma.
Para o povo, foi um tempo de paz e prosperidade. O casal ficou famoso pela felicidade que proporcionava aos seus súditos, o que chamou a atenção dos inimigos do reino e do imperador.
Assim, espalharam uma forte calúnia contra a imperatriz, dizendo que ela havia traído seu marido. A princípio os dois não se importaram, mas os boatos começaram a rondar o próprio palácio e Cunegundes resolveu acabar com a maledicência.
Numa audiência pública, negou a traição e evocou Deus para comprovar que dizia a verdade. Para isso, mandou que colocassem à sua frente grelhas quentes. Rezou, fechou os olhos e pisou descalça sobre elas várias vezes, sem que seus pés se queimassem.
Bastou para o povo sair cantando em prosa e verso o milagre, afastando as fofocas e os fofoqueiros da corte.
Anos depois, quando Henrique faleceu, Santa Cunegundes retirou-se para um convento que o casal fundara em Kaufungen, abdicando do trono e da fortuna. Ali viveu como religiosa por 15 anos.
Até hoje o convento possui em seu acervo os riquíssimos e belos paramentos que a santa costurava. Mas, ela própria usava somente um hábito muito simples, também feito com as próprias mãos.
Com ele trabalhava diariamente e com ele fez questão de ser enterrada, embora suas companheiras tivessem preparado para seu velório cobertas ricamente bordadas e enfeitadas com jóias preciosas.
Antes de morrer, em 1039, pediu que a enterrassem na simplicidade. Sua sepultura, na Catedral de Bamberg, foi palco de numerosos milagres.
Foi canonizada em 1200, pelo Papa Inocêncio III.
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