De São Nicolau se conta que, quarenta anos após sua morte, seu corpo foi encontrado ainda em total estado de conservação. Na ocasião, haviam-lhe cortado os braços e qual não foi o espanto de todos quando, das feridas do santo, começou a jorrar sangue.
Mesmo depois de muitos anos, os braços tirados do corpo de Nicolau sangravam de tempos em tempos. Esse milagre a ele atribuído fez crescer sua fama na Europa e nas Américas.
Apesar de ter nascido em Castelo de Santo Ângelo, no ano de 1245, foi da cidade de Tolentino que recebeu o nome São Nicolau Tolentino, pois lá viveu os últimos trinta anos da sua vida.
Desde os sete anos de idade suas preocupações eram as orações, o jejum e uma enorme compaixão pelos menos favorecidos. Nisso se resumiu sua vida: penitência, amor e dedicação aos pobres. No ano de 1274 ingressou entre os agostinianos e, em 1256, foi ordenado sacerdote.
São Nicolau tinha um grande poder de persuasão, por seu modo de viver e praticar a fé. Com seu exemplo levava as pessoas à prática da penitência, a visitar os doentes e encarcerados. Essa mobilização de pessoas em torno do ideal de levar consolo e a palavra de Deus aos necessitados lhe dava grande satisfação e alegria.
No dia 10 de setembro de 1305, São Nicolau de Tolentino fez sua última prece e entregou seu espírito nas mãos do Senhor, aos sessenta e nove anos de idade.
Foi enterrado na sepultura da capela onde celebrava suas missas. No ano de 1446 foi finalmente canonizado pelo papa Eugênio IV.
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