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VIVA A CASA DE DEUS E DA MÃE DE DEUS E NOSSA!


No dia 25 de julho de 2015, de acordo com nosso programa de eventos como preparação para o jubileu de 775 anos da Congregação a ter sua culminância em maio de 2016 na Alemanha, cidade de Dillingen, nós, Franciscanas de Dillingen, fizemos uma peregrinação ao Santuário Nacional de Aparecida do Norte, em Aparecida/SP.
Éramos vinte e nove irmãs da Província da Divina Providência de Duque de Caxias/RJ. Saímos às três horas e trinta minutos da manhã de Duque de Caxias/RJ para chegarmos com um tempo de folga, a fim de nos apresentarmos ao responsável. Esta peregrinação já havia sido agendada desde março de 2015.
Cada irmã estava feliz com muitos motivos em mente para louvar e agradecer a Deus e a sua e nossa Mãe Maria por esta História que começou em 1241, em Dillingen/Alemanha. A fim de recordarmos, eram cinco jovens que se reuniram na cidade de Dillingen, para viverem como leigas, momentos de oração, momentos comunitários e serviço doméstico aos doentes. Embora tenhamos perdido os nomes destas cinco jovens por causa de um incêndio em 1438, havia na Prefeitura de Dillingen documentos que provavam a existência deste grupo e os nomes dos Condes Hartmann IV e o filho dele Hartmann V que era Bispo de Augsburgo e que doaram para estas jovens um terreno com casa e um prado e deram muito apoio nos primeiros anos de vida do grupo.
Com pensamentos de agradecimento e louvor a Deus que cuidou da nossa História, nós participamos da Santa Missa que foi muito significativa. Depois três irmãs: irmã Aparecida Schmitz, Irmã Neidejane Leite de Farias e eu fomos para a sala de entrevista, pois nos pediram que participássemos também deste momento, sendo agendado com muita antecedência.
Foi tudo muito simples, mas de grande significado para nós, que passamos por muitos desafios nesta história de 775 anos até chegar aos dias de hoje. Alguns destes desafios temos bastante conhecimento, mas é bom lembrar: As jovens foram aconselhadas a se filiarem a uma Ordem já existente por causa da perseguição a estes grupos. Recebemos a Regra da Ordem Terceira de São Francisco. Éramos Irmãs da Ordem Terceira Regular de São Francisco e depois passamos a ser denominadas Irmãs Franciscanas de Dillingen. Outros desafios: Incêndio em 1438 que queimou toda a casa e, principalmente os documentos do início; em 1632, com a invasão dos suecos – durante a Guerra dos Trinta Anos as irmãs fugiram para a Tirólia, e cinco delas permaneceram em Dillingen. Entre elas uma era leprosa e estava afastada do grupo. Após a guerra, as quatro morreram de peste. Só a leprosa sobreviveu. E algumas que estavam vivas voltaram para Dillingen. A Congregação continuou! Outros desafios foram a secularização, quando as irmãs perderam tudo para o Estado; Depois a 1ª Guerra Mundial, onde mais uma vez perdem tudo. O período do Nazismo, e a 2ª Guerra Mundial foi outro período de muita dor e perdas para elas.
Hoje vivemos outros desafios, com proporções de diferentes dificuldades, mas Deus continua no leme de nosso barco.
Nesta Santa Missa em Aparecida procuramos nos fortificar com as Palavras do Papa Francisco: "Olhar com gratidão o passado (E este passado é muito importante para nós por conhecermos mulheres fortes, de muita garra e fé); viver com paixão o presente (É isto que queremos, a exemplo de São Francisco de Assis e o Evangelho de Jesus Cristo); e abraçar com esperança o futuro". (O futuro a Deus pertence, mas queremos fazer a nossa parte com humildade e auscultar o que Deus tem a nos dizer cada dia).
Ainda diz o Papa: "Não deixemos que nos roubem a esperança".
Pedimos a intercessão de Maria junto a Deus, pois estamos vivendo este momento com muita gratidão, fé no futuro e esperança de que nossa História vai transpor todas as barreiras, pois Deus é Amor e o amor transforma tudo.

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          (Ir. Sueli Rubens Sendra) 

 

 


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