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Este é, talvez, o mais difícil desafio da Vida Religiosa!

“Para a eclesiologia do Concílio Vaticano II, a fraternidade consagrada é um modelo exemplar da comunhão eclesial, sinal de estímulo para todos os batizados” (LG, 44).

A vida em comunidade fraterna requer de nós comunhão, entrega, perdão, generosidade. Quem se dedica à Vida Religiosa Consagrada precisa estar aberto para o novo, a novidade de Deus. “Não vos lembreis das coisas passadas, nem considereis as antigas. Eis que faço uma coisa nova, agora sairá à luz; porventura não a percebeis? ” (Isaías 43.18). Precisamos estar abertas sempre à novidade que Jesus traz a nós através de sua Palavra diária e através das situações que se nos apresentam no cotidiano da vida. Conseguimos isto através da oração, da ligação íntima com o Senhor da vida; da atenção e doação aos pobres e marginalizados; da missão a nós confiadas. Só assim vamos percebendo a novidade de Deus; a novidade do Evangelho.

 A comunhão é dom que torna homens e mulheres, irmãos e irmãs uns dos outros, umas das outras. Somos chamados, chamadas a sermos peritos, peritas em comunhão, na comunidade eclesial e no mundo. Precisamos constantemente rever nossa caminhada e fazermos processo de conversão; precisamos ser “cenáculo do encontro com Deus”.

A Vida Religiosa Consagrada é “lugar de perdão e de festa”. Quem vive realmente a vida religiosa é perito no perdão e sabe fazer da vida uma festa diária, alegrando-se com as pequenas coisas que se nos apresentam. A Vida Religiosa é ser aberto, aberta para criar pontes, estreitar relações. É estar sempre pronto, pronta para servir na alegria do doar-se sem medidas. É respeitar e acolher as diferenças e oferecer às pessoas caminhos de vida onde melhor possa se doar. Não importa se seja Vida Religiosa Leiga ou Consagrada. O importante é ser feliz na doação e fazer felizes os outros.

Viver em comunidade no amor é testemunho cristão. Quanto mais intenso for o testemunho fraterno, maior a credibilidade no apostolado.

Mesmo sabendo dos desafios, vivamos nossa Vida Consagrada, sem perder o encanto dos primeiros passos! 

“Não perca de vista seu ponto de partida” (Santa Clara)


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