Vocaciaonal setembro

A experiência de Deus deve nos desinstalar. “Igreja em saída”, como diz o Papa Francisco”. Este pedido do Papa precisa ser constantemente reavivado dentro de nós.

Sair, sair, ir ao encontro. Conversar com as pessoas, testemunhar Jesus Cristo. Não ter a vergonha de falar sobre este Deus que não se acomoda. Mas está sempre no caminho, a caminho.

Jesus estava com o Pai nos momentos de oração pessoal e com os discípulos e discípulas, nos momentos de falar sobre a misericórdia e bondade de Deus. Quantas parábolas nos mostram a ternura de Deus! Quantas falas de Jesus nos convidam a segui-lo! Quantas propostas ele faz aos seus discípulos e que hoje são dirigidas a nós!

Jesus prepara-os para a missão e os envia em missão. Jesus hoje também nos envia. Ele percebe os dons de cada um, cada uma, e convida a partilhar os dons. Não guardá-los para si como fez o trabalhador no Evangelho de Mateus 25, 24-29: “Mas, chegando também o que recebera um talento, disse: Senhor, eu conhecia-te, que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste; E atemorizado, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu. Respondendo, porém, o seu senhor, disse-lhe: ‘Mau e negligente servo; sabes que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei; Por isso te cumpria dar o meu dinheiro aos banqueiros, e quando eu viesse, receberia o meu com os juros. Tirai-lhe, pois, o talento, e dai-o ao que tem os dez talentos. Porque a qualquer que tiver será dado, e terá em abundância; mas ao que não tiver, até o que tem será tirado’”.

A messe é grande, mas os operários são poucos (Mt 9, 37). Jesus dá as recomendações sobre a missão: Ir às ovelhas perdidas (Mt 10, 6).

A missão de Jesus não parou no tempo histórico. Somos ainda hoje chamados, chamadas a dar continuidade ao trabalho iniciado pelos discípulos e, assim, avançar para águas mais profundas.

“Avança para águas mais profundas e lançai as redes”. (Lc 5, 4)


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