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Viagem a Israel / Palestina de 18 a 25 de setembro de 2016

Neste ano tive a graça de poder conhecer um pouco da Terra Santa! Foi uma bênção para mim e assim gostaria de partilhar um pouco desta minha viagem com você.

Esta viagem foi paga pela Humedica, pois eu estava a serviço desta Organização.

 

A Humedica é uma ONG de ajuda internacional, que desde a sua fundação em 1979, já prestou ajuda humanitária em mais de 90 países. Seu ponto forte são os atendimentos em situações de catástrofes, mas tem também projetos duradouros e específicos em alguns países. Sua sede fica em Kaufbeuren na Alemanha.

De dois em dois anos ela realiza uma reunião internacional dos dirigentes de suas filiais (Alemanha, Brasil, Etiópia, Kosovo, Índia, Palestina, Sirilanca) e cada vez em outro país. Assim também eu, como membro da diretoria da Humedica Brasil há 22 anos, fui convidada a participar deste encontro em Israel/Palestina.

 

 As minhas Irmãs Na Casa Geral me liberaram para poder aproveitar esta ocasião de conhecer, pelo menos um pouco, a terra e os lugares por onde Jesus passou. Foi para mim uma bênção muito especial, pela qual sou grata a Deus, à Congregação e à Humedica.

 

Em Jerusalém fomos acolhidos na Casa de Hóspedes das Irmãs de São Carlos Borromeu que fica no lado árabe de Jerusalém. Elas têm anexo à casa de hóspedes um Jardim de Infância para 300 crianças árabes – algumas cristãs, mas a maioria é muçulmana: Elas realizam ali para as crianças e com as crianças um trabalho maravilhoso de educação, integração, tolerância etc.

 

Já na chegada em Israel indo de carro de Tel Aviv para Jerusalém, me surpreendi com a paisagem árida e seca e com pedras grandes e pequenas soltas por toda parte. Nas viagens que fizemos por Israel e pela Palestina de norte a sul não vi floresta nenhuma e tudo, tudo muito seco. O Rio Jordão praticamente desapareceu. O que se vê nos penhascos pedregosos, são olivais, vinhedos e plantações de tâmaras e romãs. 

 

Visitamos em Nablus, mais no norte da Palestina, o Campo de refugiados "Balata" que já existe há 18 anos  com 32.000 refugiados de vários países. Que miséria e sofrimento humano!

Moradias bem mais primitivas do que as favelas das grandes cidades do Brasil.

 

- Ali  a ONU coordena uma escola de ensino fundamental para 2.000 crianças. 

 

 - Os muçulmanos fundaram ali em 1993 uma maravilhosa obra caritativa: "Little Hands Society" subdividida em: Centro Médico Infantil, Creche, Biblioteca e Clube Infantil para atender as crianças carentes da região e do campo de refugiados...

- a Humedica dá apoio a esta "Little Hands Society" com medicamentos, alimentos infantis e material hospitalar, e atende também diretamente o campo de refugiados com roupas e material escolar, alimentos, etc.

 

Outra viagem nossa foi mais para o sul da Palestina, para Hebron, a mais antiga cidade do mundo que nunca deixou de ser habitada e é hoje habitada por judeus e árabes, fato este que significa constante tensão e controle entre ambas as partes.

- Ali em Hebron os muçulmanos fundaram uma obra caritativa, muito bem montada e cuidada que vive de doações a “AL-Ihsan Charitable Society”, isto é, uma clínica para atendimento de pessoas portadoras de deficiência: crianças, jovens e adultos. 

- A Humedica dá apoio a esta organização com material hospitalar, remédios e ajudando na melhoria do prédio, etc.

 

A Humedica tem ainda obras de apoio na Faixa de Gaza, mas não recebemos licença para lá entrar, nem por parte das autoridades de Israel, nem por parte da Palestina. 

 

Os dois últimos dias foram dedicados a visitar alguns lugares santos.

Fomos primeiro para o norte da Palestina, para a cidade de Nazarée lá estivemos na Basílica da Anunciação. É uma igreja majestosa. 

 

A salinha (altar) onde Maria recebeu a visita do Anjo e onde o “Verbo se fez carne e habitou entre nós!” fica no subterrâneo. Mistério insondável!Deus escolhe um quartinho simples e aí em Nazaré se encarna no seio de uma humilde jovem, Maria.

No átrio desta Basílica encontramos quadros que lembram Maria em seus mais diversos títulos, venerada pelo mundo a fora. No átrio não encontrei a Mãe Aparecida, Padroeira do Brasil, mas para alegria minha, acabei encontrando-a dentro da própria igreja da Anunciação. 

 

Na viagem de retorno a Jerusalém, pudemos ver, mas apenas de longe, a cidade de Naim, o Monte Tabor e passamos pelo vale do Rio Jordão, que praticamente, sumiu por entre os montes de areia que o ladeiam. Vimos onde Jesus foi batizado no Jordão e o deserto onde Jesus foi tentado, que fica bem perto do Jordão. 

 

No outro dia em Jerusalém começamos nossas visitas pelo Monte das Oliveiras: bem no alto fica a Igreja da Ascensão de Jesus; descendo um pouco visitamos a 

Igreja do Horto das Oliveiras onde Jesus suou sangue, foi traído por Judas e preso. Um pouco mais abaixo fomos ver capela onde se diz estar a sepulcro de Maria e de onde ela foi elevada ao céu em corpo alma. É uma sensação muito forte estar nestes lugares e imaginar as cenas bíblicas que a gente ouve sempre de novo.

 

A seguir fomos para o monte oposto, a Jerusalém antiga: ali visitamos as capelas: da flagelação, da coroação de espinhos e da condenação de Jesus à morte. Depois sempre subindo de estação em estação fizemos a “Via Dolorosa” chegando ao alto do Calvário onde se encontra a Igreja do Santo.

 

Sepulcro e ali está um altar que lembra a crucifixão de Jesus e também a sua sepultura. Mas era tanta gente nestes lugares todos, que não se andava, mas se era simplesmente levado pela massa. 

 

Era impossível sentar-se e meditar um pouco, mas em toda via dolorosa consegui colocar bem junto do coração de Deus a minha gratidão pela redenção da humanidade e também recomendei a Jesus as necessidades de meus familiares, amigos e de toda humanidade sofrida.

Mesmo sendo tudo muito “corrido” valeu a pena! Agora ao ler e meditar os textos do Evangelho é mais fácil transportar-me mentalmente a estes lugares e sentir-me mais perto de Deus e dentro da realidade bíblica.

 

(Colaboração: Ir. Beatriz Semiano, osf  )  

 

 

 

 

 

 


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