Há muitas dúvidas sobre a vida de São Ciro e de sua mãe, Santa Julita, ambos martirizados nos primeiros séculos, ainda sob a perseguição do imperador Diocleciano.
Julita vivia em Icônio e seu filho Ciro tinha apenas três anos quando o governador da Licaônia, Domiciano, sob ordens do imperador, começou a perseguir, prender e matar cristãos.
Ela fugiu então para a Selêucia e em seguida Tarso, mas ali acabou presa. O governador local tirou-lhe o filho dos braços e mandou flagelá-la na frente dele, ordenando que Julita negasse ser cristã.
Como ela não obedecesse, os castigos aumentaram. Foi então que o pequenino Ciro soltou-se dos braços do governador e juntou-se à mãe, gritando "Também sou cristão! Também sou cristão!".
Foi tamanha a ira do governador que ele pegou o menino por um pé e atirou-o violentamente contra os degraus do tribunal, esmigalhando-lhe o crânio.
Conta-se que Julita não reclamou, nem chorou, apenas rezou para que pudesse seguir o filho no martírio e encontrá-lo rapidamente ao lado de Deus. E foi o que aconteceu. Julita foi espancada e depois decapitada.
As dúvidas surgem porque o culto a São Ciro é muito difundido e para ele existem igrejas dedicadas na Síria, Palestina, Itália, Espanha e França, mas nesses países sua mãe não é citada. Além disso, alguns registros oficiais da Igreja dão como lugar do martírio Antioquia e não Tarso.
Área Restrita
718
06
