Justino foi um grego que acabou trocando as idéias de Platão, de quem era seguidor, pelo cristianismo. Substituiu a filosofia pela religião, tornando-se, historicamente, o primeiro e mais antigo padre da Igreja, sucedendo aos padres apostólicos dos primeiros tempos.
Justino nasceu em 103, quando a história cristã apenas engatinhava. Deixou escritos importantes até hoje presentes na catequese e na evangelização.
Nascido na Palestina, mas de origem grega, Justino cursou as escolas filosóficas de sua época e especializou-se nas teorias de Platão. Mas tinha alma de eremita e abandonou a civilização para viver na solidão.
Conta-se que foi nesta fase de isolamento que recebeu a visita de um misterioso ancião, que lhe falou sobre o credo católico, as profecias e seu cumprimento com a vinda de Jesus, abalando suas convicções e depois desaparecendo misteriosamente.
Anos mais tarde, acompanhou uma sangrenta perseguição aos cristãos, conversou com outros deles e acabou se convertendo, mesmo tendo conhecimento das penas e execuções impostas aos seguidores da religião.
Passou a travar discussões filosóficas encaminhando-as para a visão do Evangelho. Com isso, atraiu a ira de filósofos pagãos de seu tempo. Um deles, Crescêncio, após ter sido humilhado pelos argumentos de Justino, prometeu vingança e denunciou o adversário ao imperador Marco Aurélio.
Justino foi levado a julgamento e, como não se dobrasse às ameaças, acabou flagelado e decapitado com dezenas de outros cristãos no ano de 162.
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