A fundação da Diocese de Roma pelo apóstolo Pedro, comemorada nesta data, torna-se tão importante para a existência e propagação do cristianismo quanto o próprio título de "pedra onde seria erguida a Igreja", que lhe outorgou o próprio Jesus.
Ali, enfrentando o inimigo em seu território mais forte, a capital do Império, São Pedro alicerçou tanto a pedra material quanto a base da filosofia da Igreja no formato em que foi pregada pelo Filho de Deus.
Jesus lhe deu o título e a incumbência após ter ressuscitado e pouco antes de unir-Se novamente ao Pai. Pedro, então, saiu a pregar pelo mundo.
Depois de ter fundado várias igrejas na Palestina e na Ásia Menor, dirigiu-se para Roma, a metrópole do mundo civilizado, o centro de onde se irradiava o poder de um império que se estendia por quase todo o mundo.
Era o ano 42 e Pedro estabeleceu-se na casa do senador Cornélio, convertendo e batizando a ele próprio e a toda sua família.
Note-se que Roma vivia os dias de suas maiores depravações e orgias. A conquista de inúmeras nações trazia para a capital do Império todo tipo de cultura e adoração pagãs.
Em tudo havia um luxo desmedido: nos palácios, nos templos, nos parques e teatros onde esbanjavam-se riquezas e licenciosidades sem limites.
Enquanto isso, a maioria da população sofria e gemia, subjugada pela tirania da escravidão e da miséria.
Ali veio pregar o apóstolo-base, a pedra primordial do catolicismo. Ali fundou uma igreja que já dura vinte séculos. E foi num 18 de janeiro que Pedro fundou sua diocese, tornando-se o bispo de Roma.
O símbolo maior desta fundação, os restos do célebre trono de Pedro, sua cátedra, ainda existe. A relíquia está na Basílica do Vaticano. Restam apenas alguns pedaços de madeira, unidos por placas de marfim, mas ainda podem ser admirados como um marco deste feito histórico.
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