Helena era uma jovem bela e inteligente, de coração sensível e bondoso. Trabalhava numa pensão localizada numa encruzilhada das estradas imperiais na Ásia Menor.
Um dia, conheceu um nobre oficial do exército romano que por ela se apaixonou e com o qual se casou. Seu nome era Constâncio Cloro. Desse casamento nasceu Constantino Magno, que viria a ser o primeiro imperador cristão.
Mas, Helena não foi feliz nesse matrimônio. Abandonada por Constâncio, ainda teve que vê-lo casar-se por interesses políticos com Teodora, uma parente do imperador.
Helena ficou com a incumbência de criar o filho Constantino que, ao crescer, serviu ao exército, onde avançava de forma gradativa por sua coragem e inteligência.
Quando o pai morreu, Constantino, mesmo sendo jovem, conseguiu sucedê-lo. Tornou-se imperador romano, supremo e incontestável, quando venceu seu pior adversário, Maxêncio, na famosa batalha sobre o rio Tibre, em Roma.
Até o ano de 313, tanto Helena quanto seu filho eram ainda pagãos. Conta a história que, durante a batalha contra Maxêncio, seu exército estava em desvantagem.
Constantino, que sempre foi contrário às perseguições aos cristãos, teve então uma visão. Apareceu-lhe uma cruz luminosa no céu com os seguintes dizeres: "Com este sinal vencerás". Imediatamente ele mandou pintar a cruz em todas as bandeiras e milagrosamente venceu a batalha.
Nesse mesmo dia, tanto ele quanto sua mãe Helena se converteram ao cristianismo. O imperador mandou cessar imediatamente toda e qualquer perseguição contra os cristãos, no famoso decreto de Milão do ano de 313.
Helena recebeu o batismo e também o honroso título de "Augusta". Dedicou todo seu tempo a divulgar e a proteger a religião cristã. Apesar de muito idosa e cansada, Helena ainda teve forças para viajar à Palestina e beijar a terra de Cristo.
Mandou construir a Basílica da Natividade em Nazaré e a da Ascensão de Jesus no monte das Oliveiras. Ajudou ainda na construção de mosteiros de monges e monjas.
Pressentindo que o fim estava próximo, voltou para junto de seu filho Constantino, morrendo nos braços dele no ano 329, aos oitenta anos de idade.
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