Pedro nasceu na cidade italiana de Ímola, próxima de Ravena, em 380. Completou os estudos na escola da sua paróquia mantida sob a direção do bispo daquela cidade o qual, percebendo seus dotes extraordinários de inteligência e piedade, o colocou entre os clérigos e depois o fez diácono.
Tão digno se mostrou que, o bispo lhe entregou a administração da diocese. Os perigos morais, bem como a vaidade daquela sociedade em decadência, fizeram com que, no espírito, lhe amadurecesse a resolução de entrar num convento, a fim de se entregar exclusivamente à oração e às obras de caridade.
Pouco depois da morte do bispo de Ravena, em 424, o clero e o povo elegeram Pedro para ocupar aquele importante cargo, que ele só aceitou por insistência do Papa Celestino I.
Foi durante o seu episcopado que a cidade de Ravena se tornou a metrópole eclesiástica. Para obter a benção de Deus em seus trabalhos apostólicos, Pedro se sujeitou a freqüentes jejuns e mortificações.
Como pregador eloqüente e esclarecido, deixou gravado na memória da Igreja seu nome, como um dos mais ilustres. Com sua palavra oportuna e incisiva, Pedro conseguiu não só a conversão de muitos pagãos, mas também a abolição de festas escandalosas de cunho pagão que se celebravam cada ano, no mês de janeiro.
Ele foi um grande protetor dos pobres, dos marginalizados e dos abandonados, assim como um pastor vigilante e zeloso. A imperatriz romana, Gala Plácida, o escolheu como conselheiro particular.
Deixou o registro de cerca de duzentas homilias, sermões, de cunho popular, através das quais dogmas e liturgias são explicados de forma simples, direta, objetiva e muito atrativa; também escreveu comentários sobre trechos do Novo Testamento, do Credo, do Pai-Nosso e da vida dos Santos que lhe deram o título de "Doutor da Igreja".
Um ponto se destaca na sua pregação que a tornava simpática: era a insistência no amor paternal de Deus, a repetição da idéia de que Deus prefere ser amado a ser temido. No lirismo com que cantou as grandezas da Virgem Maria não há quem o tenha igualado na Literatura da Igreja de Roma.
Foi um esforçado defensor da fé, sobretudo contra a heresia monofisista, a que concedia a Jesus somente uma natureza. Assim, quando o herege Êutiques, que foi condenado no Concílio de Constantinopla, lhe pediu apoio para ser o árbitro doutrinal, o bispo de Ravena recusou escrevendo um maravilhoso testemunho em favor da Igreja de Roma.
Foi muito estimado e ouvido pelo papa São Leão Magno, que o considerava um amigo fiel.
O bispo Pedro, de Ravena, morreu na sua cidade natal em 450 e as suas relíquias estão na Igreja de São Cassiano, em Ímola, Itália. A sua festa litúrgica ocorre no dia 30 de julho, por tradição mantida pela Igreja.
A posteridade lhe conferiu o apelido de Crisólogo, orador da palavra de ouro, pondo em relevo a grande eloqüência e segurança de doutrina do santo, que passou a ser chamado de São Pedro Crisólogo.
Até hoje é considerado um perfeito modelo de contato com o povo e um dos exemplos de amor ao Evangelho.
Leopoldo Mandic nasceu em Castelnuovo de Cátaro na Iugoslávia no dia 12 de maio de 1866. Sendo ordenado sacerdote em Veneza no dia 20 de setembro de 1890. Desejou ardentemente voltar para o meio de seu povo para obedecer a uma voz de Deus percebida claramente desde 1887, que o chamava a promover a unidade da igreja. Mas seus superiores lhe confiaram o Ministério Confessionário, primeiramente em vários conventos de Santa Cruz dos capuchinhos. Fechado num quartinho estreito atendia todos os dias as pessoas que procuravam a reconciliação com Deus, vendo em cada uma o seu oriente. Morreu aos 30 de julho de 1942. Foi beatificado por Paulo VI a 2 de maio de 1976 e canonizado em 16 de outubro de 1983 por João Paulo II.
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