Uma vida ligada à morte e às doenças foi que conduziu Camilo de Lellis à religião e, posteriormente, à santidade.
Camilo era soldado e nasceu na periferia de Nápoles, em 1550. Sua mãe morreu no parto e seu pai, apenas seis anos depois. Morrera na guerra, deixando ao filho apenas a espada e a coragem de um guerreiro como herança.
Foi assim que Camilo cresceu e viveu, como soldado. Aos dezenove anos, numa batalha contra os turcos, feriu gravemente o pé. A ferida se transformaria em um tumor que nunca mais o abandonaria.
Assim, internou-se no hospital de São Tiago, em Roma, onde fazia o tratamento, pago com o trabalho de servente. Mesmo assim afundou-se no jogo e viu-se na rua. Conseguiu emprego então como servente de pedreiro na construção de um convento de capuchinhos.
Um dia, dirigindo-se ao convento teve uma visão celestial, não relatada, que mudou sua vida. Largou o jogo e foi acolhido entre os noviços no próprio convento que ajudara a construir.
Tinha vinte e cinco anos de idade quando procurou os franciscanos. Não foi aceito na ordem por causa da úlcera que maltratava seu pé. Voltou para Roma e, desta vez, além de tratar o eterno ferimento passou a cuidar dos demais enfermos, como voluntário.
Dava assistência aos doentes mais repugnantes, pois percebeu que os funcionários, apesar de muito bem remunerados, os abandonavam à própria sorte, deixando-os passar privações e vexames. Foi para eles que passou a viver.
Sob orientação do amigo e companheiro São Filipe Néri, constituiu uma irmandade de voluntários para cuidar dos doentes pobres e miseráveis, depois intitulada Congregação dos Ministros Camilianos.
Ainda por influência de Filipe Néri, desta vez com o reforço dos conselhos de Santo Inácio de Loyola, estudou e ordenou-se padre aos trinta e dois anos. Nessa condição dirigiu por vinte anos sua ordem de enfermeiros.
Dizem que conduziu com mão de ferro e a determinação militar que recebeu na infância e juventude.
Conta a tradição que, mesmo sofrendo terríveis dores nos pés, Camilo chegava a percorrer as casas dos doentes e até a carregá-los nas costas ao hospital. Chegava a operar curas apenas com palavras e orações.
Tornou-se conhecido como milagreiro e logo foi considerado o homem mais querido de Roma. Abandonou o cargo de superior de sua ordem sete anos antes de morrer e vinte e sete anos depois de tê-lo assumido.
Morreu em 14 de julho de 1614 e foi canonizado em 1746. Em 1886 foi declarado patrono dos enfermos e hospitais.
Seu nome até hoje é homenageado, dando título a centenas de hospitais e instituições caridosas voltadas para doentes pobres em todo o mundo.
Nasceu em 1549. Tendo professado na Ordem dos Frades Menores e ordenado sacerdote, desempenhou vários cargos e dedicou-se à pregação com grande fruto. Animado pelo zelo das almas, partiu para a América do Sul, e nas regiões de Tucuman e do Peru desenvolveu grande atividade, sobretudo em favor dos indígenas. A muitos ele converteu na fé. Iniciou-os na vida da civilização e os defendeu contra os opressores. Esgotado pelo trabalho e pela penitência, morreu em Lima, no ano de 1610.
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