O Monte Sinai está historicamente ligado ao cristianismo. Afinal, foi o lugar escolhido por Deus para entregar a Moisés as tábuas gravadas com os dez mandamentos.
É uma serra rochosa e árida que, não só pela geografia, mas também pelo significado histórico, foi escolhida pelos cristãos que procuravam a solidão da vida eremítica.
Assim, já no século IV, depois das perseguições romanas, vários mosteiros rudimentares foram ali construídos por numerosos monges que se entregavam à vida de oração e contemplação. Esses mosteiros tornaram-se famosos pela hospitalidade para com os peregrinos e pelas bibliotecas que continham manuscritos preciosos.
Foi neste ambiente que viveu e atuou São João Clímaco, o maior dos monges do Monte Sinai. João nasceu na Palestina, por volta do ano 579.
De grande formação literária e religiosa, entre os 18 e 20 anos decidiu-se pelo deserto e viajou para o Monte Sinai, tornando-se discípulo de um venerável ancião, Martírio.
Isso aconteceu depois de renunciar à fortuna da família e a uma posição social promissora. Preferiu um cotidiano feito de oração, jejum continuado, trabalho duro e estudos profundos. Só descia ao vale para recolher frutas e raízes para sua parca alimentação e só se reunia aos demais monges nos fins de semana, para um culto coletivo.
Sua fama se espalhou e, logo, João foi eleito por unanimidade abade geral de todos os eremitas da serra do Monte Sinai.
Dele se conserva um livro que teve ampla divulgação na idade média, "Escada do Paraíso". Livro que lhe trouxe também o sobrenome Clímax que, em grego, significa escada.
São João Clímaco morreu no ano de 649, amado e venerado por todos os monges.
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