Santa Martinha e Santa Jacinta de Marescotti

Santa Martinha e Santa Jacinta de Marescotti No ano 224, após a execução de Santa Martinha, conta-se que um grande tremor de terra sacudiu Roma. Depois de tudo de extraordinário que aconteceu enquanto tentavam tirar sua vida, o terremoto também foi atribuído a ela e centenas de pagãos se converteram.

Martinha, nascida nos princípios do século III em Roma, era muito conhecida por todos. Seu pai, três vezes eleito cônsul, deixou-lhe duas fortunas ao morrer. Uma material, composta de bens valiosos, e a outra espiritual, pois tinha muitas virtudes e as passou para a filha, educando-a no Cristianismo.

A primeira, ela dividiu com os necessitados assim que tomou posse da herança. A segunda, empregou-a no dia-a-dia, com humildade e disciplina.

Quando o Imperador Alexandre Severo mandou prender e executar os cristãos, surpreendeu-se ao vê-la entre eles e tentou afastá-la dos condenados. Mas Martinha reafirmou sua posição de cristã e exigiu ser morta com os companheiros.

E aí começaram os fatos que culminaram com o terremoto. Primeiro, o Imperador mandou que fosse açoitada. Mas a pureza e a força com que rezou, ao se entregar à execução, comoveram seus carrascos e muitos deles se converteram ali mesmo. Ninguém teve coragem de flagelar a santa.

Alexandre mandou, então, que fosse jogada às feras mas os leões não a atacaram. Condenada à fogueira, as chamas não a queimaram. Martinha foi, então, decapitada e a terra tremeu.

As relíquias de Santa Martinha foram reencontradas em 1634 e estão hoje numa igreja a ela dedicada.

Santa Jacinta de MarescottiJacinta, de nobre família romana, nasceu perto de Viterbo em 1585. Tendo Professado ainda muito jovem entre as irmãs da Ordem Franciscanas Secular, descuidou-se por algum tempo no cumprimento de suas obrigações. Na convalescença de uma doença grave caiu em si e abandonou de vez todas as vaidades do mundo. E castigado desde então seu corpo com aspérrima penitencia, entregou–se inteiramente a obras de caridade, merecendo que Deus a ornasse de dons celestes. Morreu em Viterbo, no ano de 1640.


  • visitas 413