Santo Antônio Maria Claret

Santo Antônio Maria ClaretNasceu no início do século XIX, perto de Barcelona, na Espanha, e foi batizado com o nome de Antônio. Mas, ainda jovem, acrescentou o "Maria", para dar testemunho de que a ela dedicaria sua vida. Assim ele dedicou a vida extraordinária que viveu.

Foi operário, sacerdote, missionário, bispo, diretor espiritual, fundador de famílias religiosas, confessor, conselheiro e, por fim, um escritor de mão cheia.

Ao morrer, em 1807, deixou uma obra de cento e quarenta e quatro volumes, totalizando mais de vinte e uma mil páginas. Todas as obras são livros populares, falando sobre a fé e a Igreja Católica.

Antônio Maria Claret ajudou o pai numa fábrica de tecidos até os vinte e dois anos. Recusando posições e empregos bem vantajosos para a época, entrou no seminário de Barcelona. Seu objetivo de vida era ser padre, e padre missionário.

Assim, aos vinte e sete anos já era pároco em sua cidade natal, mas não ficou aí muito tempo. Quatro anos depois pedia para se engajar em pregações populares nas regiões mais difíceis da Espanha e Ilhas Canárias.

Foram mais sete anos de trabalho árduo e dedicado, sempre rendendo muitos frutos. Seu ser, no entanto, ansiava por uma obra mais ampla e, na companhia de outros jovens sacerdotes missionários, fundou a Ordem dos Claretianos, sob as bênçãos do Imaculado Coração de Maria.

Mal fundou a congregação e, novamente, teve como destino terras difíceis para o catolicismo naqueles anos. Foi nomeado arcebispo em Cuba. Ali, mais uma vez pôde constatar que Maria jamais o abandonava. Sofreu todo tipo de pressões das lojas maçônicas que faziam oposição violenta contra o clero, além de muitos atentados à sua vida.

Incendiaram uma casa que o hospedava, colocaram veneno em sua comida e bebida, assaltaram-no à mão armada e o feriram várias vezes.

Mas Santo Antônio Maria sempre escapou ileso e continuou trabalhando, sem nunca recuar. Restaurou o antigo seminário cubano, deu apoio aos negros e escravos, fundou uma congregação dedicada ao ensino, as Religiosas de Maria Imaculada, e fez visitas pastorais a todas as dioceses.

Seu objetivo era dar-lhes força, animando, chamando para o trabalho cada vez mais difícil e cada vez mais necessário. Quando foi exonerado, deixou a Igreja local mais unida, mais forte e resistente.

Voltou à Espanha para ser confessor da rainha e, com a sua morte, terminou seus dias exilado na França junto da família real.

Mas não parou de trabalhar como pastor e escritor, encontrando, ainda, tempo e forças para fundar uma academia para os artistas, sob a proteção de são Miguel. Morreu com sessenta e três anos em 24 de outubro de 1870.

Foi beatificado pelo papa Pio XI, que o chamou de "Fundador da ação Católica" e foi canonizado por Pio XII.


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