Contardo "Aristóteles" Ferrini tinha grande inteligência. Daí o apelido de Aristóteles, como é fácil deduzir.
Porém, o que tornava o professor realmente conhecido era sua dedicação religiosa, num tempo em que a Igreja atravessava profunda crise de fé e enfrentava grande oposição. Já era assim naquele 1859, quando nasceu na Itália, e continuaria sendo nas décadas seguintes.
No plano intelectual, foi brilhante. Com dezessete anos já havia estudado hebraico, siríaco, sânscrito, copta e iniciava o curso de Direito. Especializou-se em Direito Romano e, com vinte e quatro anos, já lecionava essa matéria viajando ao exterior e realizando conferências e palestras.
No plano espiritual, foi exemplar. Mesmo depois de agüentar e sofrer com as gozações dos companheiros de universidade por causa da religiosidade foi crescendo na fé.
Fez voto de castidade em 1881, assistia à missa diariamente e, em 1886, tornou-se Terciário Franciscano.
Juntando os dois planos, foi um homem completo, amigo, solidário, lutador das causas contra o divórcio e em defesa da infância abandonada.
Vivia entre as aulas, a igreja e as orações solitárias em casa, mas estava sempre à disposição dos alunos que o procuravam para pedir conselhos e orientações pessoais fora dos horários de estudo.
Após o jantar e um jogo de baralho terminava sua noite rezando o terço com a família.
Morreu em 1902 tomado por uma febre tifóide fulminante.
Nasceu em Cambrai no ano de 1747 e professou na Ordem das Clarissas no ano 1770. Em 1791 devido às leis de Exclaustração promulgadas pela Revolução Francesa, foi obrigada a abandonar o mosteiro e refugiou-se em Valencenes, no mosteiro das Ursulinas, onde se encontrava sua irmã. Mas, outra vez foi expulsa do mosteiro e condenada a morte em 1794.
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