Santa Teresa D²Ávila

Santa Teresa D²ÁvilaNunca um santo ou santa se mostrou tão "carne e osso" como Teresa, nascida em Ávila, Espanha, em 1515.

Até os quarenta e poucos anos, embora tivesse ingressado na Ordem Carmelita com vinte, teve uma vida atormentada pelas tentações da vaidade, por divagações e dúvidas do espírito. Mas perseverou e venceu, deixando uma obra escrita, até hoje, admirada e pesquisada por estudiosos, religiosos e historiadores.

Educada na religião, ainda menina tentou fugir de casa e peregrinar ao oriente para ser martirizada pelos mouros, mas foi impedida. A leitura dos sofrimentos e torturas impostos aos mártires tinha sobre ela uma força inexplicável e, se não fossem os pais, teria fugido, levando o irmão junto.

Teresa ficou órfã de mãe aos doze anos e assumiu Nossa Senhora como sua mãe adotiva. Mas, ao mesmo tempo, viu-se muito atraída pelas vaidades humanas. Isso durou até que fosse acometida de grave doença que a fez passar, pela primeira vez, por experiências espirituais de visões e conversas com Deus.

Resolveu, então, tornar-se religiosa, mas foi impedida pelo pai. Como quando criança, a fuga parecia ser o melhor caminho e, desta vez, nada deu errado.

Pelo menos até a metade do caminho, quando sua mente se encheu de dúvidas sobre a validade de tornar-se freira, questionando ela própria se queria mesmo internar-se num convento. Rezando, sentiu que novamente estava sendo tentada, encheu-se de fé e seguiu caminho.

Encontrou a paz somente quando se enclausurou no Carmelo de Ávila. Mas a paz não era sua companheira mais presente. Durante o noviciado, novas tentações e mais o relaxamento da fé não pararam de atormentá-la.

Contraiu outra doença bastante grave, quase fatal, e novamente teve visões e conversas com o Criador. Teresa então concluiu que devia converter-se de verdade e empregou todas as forças do coração em sua definitiva vivência da religião.

Aos quarenta anos, começou seu trabalho reformista. Pequena e fraca, ninguém entendia como conseguia subir e descer montanhas, deslocar-se pelos caminhos mais ermos e inacessíveis, de convento em convento, por toda a Espanha.

Assumiu para si as normas mais antigas e repressoras e saiu pelo país pregando a mesma volta às origens a toda a ordem. Eram muitos os conventos carmelitas, mas, além de reformar dezenas deles, Teresa ainda fundou mais trinta e dois.

Mesmo com toda esta atividade, ainda encontrava espaço para transmitir ao mundo suas reflexões e experiências. A pedido de seus superiores, registrou sua vida atribulada pelas tentações em livros como "O Caminho da Perfeição", "As Moradas", "A Autobiografia".

Santa Teresa D’Ávila morreu aos sessenta e sete anos.


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