Não se sabe exatamente onde nasceram, como foram, nem onde viveram os irmãos gêmeos Cosme e Damião. Na verdade, não se sabe exatamente se eles eram mesmo gêmeos. O que se sabe, com certeza, é que eram irmãos, que viveram no oriente, provavelmente vindos da Arábia, e morreram martirizados pelo imperador Diocleciano, no início do século IV.
Desde muito jovens os dois irmãos manifestaram um enorme talento para a profissão de médico. Exerceram a profissão com muita competência e dignidade e, depois que se converteram, usavam a fé aliada aos conhecimentos científicos. Com isso, seus tratamentos e curas a doentes, muitas vezes à beira da morte, eram vistos como verdadeiros milagres. Deixavam pasmo o mais cético dos pagãos, pois não cobravam absolutamente nada por isso. A riqueza que mais os atraía era fazer de sua arte médica uma espécie de apostolado para a conversão dos pagãos, o que conseguiam cada vez mais.
Isso despertou a ira do imperador Diocleciano, implacável perseguidor do povo cristão na Ásia menor. O governador daquela região deu ordens imediatas para que os dois médicos fossem presos, acusados de feitiçaria e de usarem meios diabólicos em suas curas.
Ordenou que fossem barbaramente torturados por se negarem a aceitar os deuses pagãos. Acabaram decapitados no ano de 303. Seus corpos foram transportados, mais tarde, para uma igreja que recebeu o nome de “Os Santos Gêmeos”.
Quando o imperador Justiniano, por volta do ano 530, ficou gravemente enfermo, deu ordens para que se construísse em Constantinopla uma grandiosa igreja em honra dos seus padroeiros.
Cosme e Damião são venerados como protetores dos médicos, dos farmacêuticos e das faculdades de medicina.
Elzeário, nascido na França, conde de Ariano dos Herpinos, casou com a beata Delfina de Glandeves, com quem, segundo se diz, viveu em perfeita virgindade. Entrou com a esposa na Ordem Terceira Franciscana, ilustrando-a com suas exímias virtudes. Partilhavam generosamente com os pobres suas abundantes riquezas, preocupados ao mesmo tempo com a vida de oração e das boas obras. Elzeário morreu em Paris, a 27 de setembro de 1323 e Delfina, perto da cidade francesa de Apt, a 26 de novembro de 1358.
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