A esse santo é atribuído o milagre do sangue de São Januário. Durante a sua festa, todos os anos sua imagem é exposta ao público e, quando isso acontece, o sangue se liquefaz e adquire de novo a aparência de recém-derramado, assumindo a coloração vermelha.
Quando isso não acontece, como já se verificou algumas vezes, é motivo de preocupação para os fiéis que consideram o fato um sinal negativo sobre os eventos da cidade.
O mais incrível é que a ciência já tentou, mas não consegue chegar a nenhuma conclusão de como o sangue, ali depositado em estado sólido, de repente se torna líquido, mudando a cor, consistência e até mesmo duplicando o peso. A liquefação do sangue de São Januário continua um mistério que só mesmo a fé consegue entender.
O povo de Nápoles tem profunda veneração por São Januário. A história dessa linda cidade italiana, cravada ao pé Vesúvio, se confunde com a devoção por ele, que os protege das pestes e das erupções do vulcão. Na verdade, ela é a própria história desse santo que viveu no fim do século III.
Considerado um homem bom, caridoso e zeloso com as coisas da fé, foi eleito bispo de Benevento, uma cidade situada a setenta quilômetros de Nápoles. Era uma época em que a fé e a santidade eram fundamentais, pois os inimigos do cristianismo submetiam os fiéis a martírios horríveis.
No ano de 304 o imperador Diocleciano estourou a última perseguição contra a Igreja. São Januário foi preso com mais alguns membros do clero, sendo todos julgados e sentenciados à morte.
Sua execução era para ser um verdadeiro espetáculo macabro, pois seriam jogados aos leões para que fossem devorados aos olhos do povo. Porém, a exemplo do aconteceu com o profeta Daniel, as feras tornaram-se mansas e não lhes fizeram mal. O imperador determinou então que fossem degolados.
Alguns cristãos piedosamente recolheram em uma ampola o sangue do bispo Januário e o guardaram como a preciosa relíquia que viria a ser um dos mais misteriosos e incríveis milagres da Igreja Católica.
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