Deus prolongou a vida do velho Simeão para que ele pudesse segurar nos braços o Divino Redentor, e também para profetizar as amarguras que a mãe sofreria pelo filho.
O velho Simeão profetizou que Maria teria uma espada aguda transpassando seu coração.
Assim foi, pois a Virgem Mãe acompanhou passo a passo o caminho da paixão.
Esteve sempre ao lado do filho que, a cada perseguição, sofrimento e humilhação, mais e mais amargurava seu coração. Assistiu à crucificação sem pronunciar sequer uma palavra de revolta, pois sabia que a escritura tinha de ser cumprida.
Assim como Cristo, aceitava o sofrimento com resignada submissão, seguindo as atitudes do seu Filho. Como mãe, coube a ela assumir os sofrimentos de Jesus. As palavras jamais poderão expressar o sofrimento de Maria e a dor de seu coração.
Com a devoção do povo, a celebração litúrgica fixou simbolicamente as sete dores de Maria: a profecia do velho Simeão, a fuga para o Egito, a perda de Jesus no templo, a peregrinação à Terra Santa, o caminho de Jesus para o Gólgota, a crucificação e deposição da cruz e a sepultura.
Foi o papa Pio VII quem introduziu na liturgia a celebração das Dores de Maria e o papa Pio X fixou-a definitivamente para o dia 15 de setembro.
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