"Eu sou a ressurreição e a vida". (Jo 11, 25).
Todos os dias, em todas as missas rezadas no mundo inteiro, há um momento em que se pede pelas almas dos que nos deixaram e aguardam o tempo profetizado e prometido da ressurreição.
A Igreja nos ensina que as almas do purgatório podem ser socorridas pelas orações dos fiéis. Assim, o dia de hoje que é dedicado a nossos antepassados e entes que já partiram, tem principalmente este sentido: fazer-nos pensar na solidariedade para com os necessitados da Luz e também na nossa própria salvação.
Para todos os povos da humanidade, seja qual for a origem, cultura e credo, a morte continua a ser o maior e mais profundo dos mistérios. Mas, para os cristãos, tem o gosto da esperança.
Dando sua vida em sacrifício por todos nós e sofrendo a morte, Cristo nos mostrou que, para quem crê, ela é apenas a porta de entrada para a eternidade.
Se para todos os homens a morte é a única certeza absoluta, para os cristãos ela é a primeira de duas certezas. A segunda é a ressurreição que nos ajuda a aceitar o fim da vida física com compreensão e consolo. Para nós, a morte é um passo definitivo em direção à colheita dos frutos que plantamos aqui na Terra.
Encontramos a celebração da missa pelos mortos desde o século V, mas a comemoração de finados foi instituída em 878. Em 1915, quando a morte era uma sombra terrível devido à I Guerra Mundial, o papa Bento XIV baixou autorização para que padres do mundo todo pudessem rezar três missas no dia 2 de novembro.
Área Restrita
1948
06
