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ASSEMBLEIA DA CONFERÊNCIA DOS RELIGIOSOS DO BRASIL - CRB REGIONAL DO RIO DE JANEIRO

Aconteceu entre os dias 14 a 17 de setembro a Assembleia Eletiva Regional do Rio de Janeiro da CRB – Conferência dos Religiosos do Brasil, na Tijuca – Colégio São José dos Maristas.

A Assembleia contava com a participação de cerca de 70 religiosas (os) do Rio de Janeiro. Foi uma Assembleia aberta. Entretanto foi lembrado que só os vogais tinham direito a voto.

Esta se iniciou com a Equipe das Novas Gerações que dirigiu também a oração da manhã, além de momentos de animação.

Após a apresentação do Relatório bem sucinto e apresentado de maneira criativa, houve um momento de ressonância e esclarecimentos. Cada dia terminava com a Santa Missa preparada por um núcleo do Regional.

O dia 15/09 teve a presença de Ir. Annette Havenne que apresentou o tema “Relações da Vida Religiosa Consagrada com a Igreja”. Ir. Annette fez uma abordagem simplificada da Vida Religiosa, começando já com o Apóstolo Paulo, embora não houvesse V. R. institucionalizada. São Paulo aos Coríntios fala sobre o celibato no C 7. O celibato emergiu nas origens da Igreja como um dom. É um conselho, dizia Paulo. “Convém para minha missão”.

A partir daí, deu umas pinceladas no desenvolvimento da V.R. ao longo da história até os dias de hoje, principalmente, após o Concílio.

Em diálogo com a assembleia, Ir. Annette foi colhendo do grupo as luzes que o Concílio trouxe para a V.R.C.: Diálogo inter-religioso – ecumenismo; contato com o povo; busca do essencial; visão de abertura; presença de vida da Igreja comprometida com a história – inserida na vida do povo; surgimento das CEBs – Teologia da Libertação; acesso à Bíblia por parte dos religiosos e do povo; mulheres começam a estudar Teologia; V.R. caminhando junto com o povo. São luzes, embora houvesse sombras que desestabilizaram a V.R., causando insegurança e saída de muitos religiosos e religiosas, além do conflito de gerações e divisão entre irmãs na Congregação.

Entretanto precisamos perceber que muita coisa que veio após o Concílio, não veio do Concílio. Há ainda muita gente confundindo esperança com projeto pessoal. Isto não é virtude de esperança de que o papa fala. Esperança nos pede muito mais do que um projeto pessoal. O importante é como ser um sinal para o povo que nos rodeia; e não uma esperança auto referencial. Precisamos sair do egocentrismo – tornar um referencial. Jesus deve estar no centro. Esta é a nossa identidade. Só tem identidade quem tem sentido de pertença. A V. C. deve ser a exemplo do Evangelho.

Devemos lutar para ser uma 1. Igreja de portas abertas; 2. Uma Igreja com cheiro de Evangelho; 3. Uma Igreja Hospital de Campanha; 4. Uma Igreja dos pobres; 5. Uma Igreja que sai às ruas; 6. Uma Igreja de diálogo; 7. Uma igreja sem nostalgia do passado. O que temos que considerar do passado é o carisma, são os valores; 8. Uma Igreja com cheiro de ovelha; 9. Uma Igreja alegre e jovem; 10. Uma Igreja – casa de Deus.

Jesus inventa Parábolas para nos ensinar a agir. Ele apresenta várias parábolas que falam do Reino de Deus.

Foi realmente de grande riqueza a sua palestra.

No dia 16 aconteceu o processo de eleição e definição de uma ou duas prioridades da gestão anterior para serem ainda cumpridas durante nove meses, pois, após estas, haverá escolhas de novas prioridades. Ficaram definidas: 1. Juventudes e 2. Presença dos religiosos durante as Olimpíadas, apresentando cartazes, panfletos sobre as questões de tráfico humano, uso de drogas e outros alertas.

No último dia da Assembleia tivemos a graça de receber o Professor da PUC: Pe. Luis Correia (jesuíta) que nos brindou com uma palestra importante sobre o Sínodo da Família que vai acontecer em outubro próximo. O Tema abordou a família, seus desafios pastorais e o Sínodo dos Bispos. Em 2013 o Papa Francisco evoca a Sagrada família e convoca o Sínodo. Lembra que como Cardeal Bergoglio fez uma mensagem aos Cardeais, lembrando que a Igreja não é auto referencial; deve dirigir-se às periferias existenciais. Alerta para o mundanismo espiritual. Ser uma Igreja – mãe afetuosa na doce alegria de evangelizar. Sua pregação é contundente. A igreja deve construir pontes e não muros. Hoje temos vários tipos de família. Acolher a todas. A moral cristã não é uma lista de preceitos, mas uma resposta ao amor de Deus que nos salva. Devemos colocar mais ênfase na graça do que na Lei; mais em Cristo do que no Papa. A Eucaristia não é prêmio para os perfeitos, mas um remédio para os que precisam.

Retoma o Concílio Vaticano II: hierarquia de virtudes: amor ao próximo, misericórdia. Os mandamentos de Cristo e dos Apóstolos são poucos. É necessário que a Igreja perceba e não seja moralista.

É preciso ver as situações das famílias hoje. Os princípios a explorar são: beleza da vocação para o amor; beleza do amor familiar. Propor, não impor; acompanhar as famílias que têm outros padrões de vida; convidar, não expulsar; inquietar, mas nunca desiludir. Respeito em primeiro lugar.

 Com a celebração da Santa Missa, encerrou-se a Assembleia, com a posse da nova Diretoria que ficou assim constituída: Pe. Valentim Fagundes de Meneses (Missionários do Sagrado Coração)- presidente; Ir. Regina Maria Cavalcanti(Religiosas da Assunção); Ir. Marcela Candido Batista (Ursulinas do Sagrado Coração de Maria);Ir.  Cecilia Maria Amorim(Filhas do Divino Zelo); Frei Paulo Roberto Gomes(Ordem dos Frades Menores Capuchinhos).

“A Assembleia agradeceu calorosamente o serviço de Ir. Regina Maria Cavalcanti pelo tempo dedicado durante os dois anos em que coordenou a CRB/RJ e acolheu com carinho a nova Coordenadora: Ir. Eliane Souza, das Irmãs Mercedárias, que nestes próximos dois anos têm a missão de animar a Vida Religiosa Consagrada do Regional RJ”.

“Ir. Ana Teresa esteve presente nesta Assembleia e pode participar com a atenção voltada para a realidade da VRC que pede de nós uma resposta mais ousada e profética no seguimento de Jesus Cristo”. 

(Colaboração: Ir. Sueli Rubens Sendra)


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