São João Maria Vianney

São João Maria VianneyJoão Maria Vianney é o melhor exemplo das palavras profetizadas pelo apóstolo Paulo: “Deus escolheu os insignificantes para confundir os grandes”.

Aos olhos de muitos, não passava de uma pessoa com pouca capacidade de raciocínio. Além de ser um rude camponês não tinha inteligência suficiente para acompanhar seus colegas nos estudos, fazendo grande confusão mental diante de uma simples página de filosofia ou de teologia.

Não tinha capacidade sequer para acertar o passo com outros soldados em marcha para a Espanha, quando serviu ao exército napoleônico, do qual desertou. Na verdade, para a maioria das pessoas, João não passava de um bobo.

O vigário geral, em 1815, ordenou-o sacerdote, não por sua capacidade intelectual, mas por ser um exemplo de bondade e piedade. Foi negada autorização para ser confessor. Não o achavam capaz de guiar consciências.

Porém, para Deus ele era um homem extraordinário. Tanto assim que o transformou num dos mais famosos e competentes confessores que a igreja já teve.

Durante o seu aprendizado em Ecully, o Abade Malley percebeu que João era um homem iluminado e dotado de carismas de santidade, por isso o designou para ser vigário na cidade de Ars, um povoado francês ao norte de Lion que naquela época tinha apenas duzentos e trinta habitantes, quase todos não praticantes. Por isso, as igrejas ficavam vazias e as tabernas lotadas.

Em dez anos, com sua postura caridosa, mas também severa, conseguiu mudar essa realidade e a situação se inverteu. O povo não ia mais para as tabernas, em vez disso lotava a igreja à procura de confissão e conselhos daquele santo homem que era capaz de livrar-se da roupa do corpo para dá-la a alguém mais necessitado.

São João Maria Vianney, que ficou conhecido como o Cura D’Ars, morreu no dia 4 de agosto de 1859, aos setenta e três anos de idade. Antes mesmo que o papa Pio XI o canonizasse, em 1925, a cidade de Ars já havia se transformado em lugar de peregrinações para os fiéis que o veneravam.


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