São José De Anchieta

São José De AnchietaToda criança brasileira aprende na escola que o padre José de Anchieta foi o fundador da cidade de São Paulo, junto com o Padre Manoel da Nóbrega. Ele era jesuíta e catequizou muitos índios.

O que não é ensinado é a profundidade da vida e do trabalho desempenhado por ele aqui no Brasil, em favor do futuro e da sobrevivência dos índios, bem como sua influência na cultura geral do nosso povo atualmente.

José de Anchieta nasceu em Tenerife, nas Ilhas Canárias. Estudou em Portugal, na universidade de Coimbra, e sempre se confessou influenciado pelos escritos de São Francisco Xavier. Do período dos estudos, dizem os escritos que era inteligente, alegre, querido e amado por todos. Amava poesia e mais ainda declamar.

Era chamado pelos companheiros de Canarinho, por causa da voz doce e melodiosa. Mas também tinha forte inclinação para a solidão. Recolhia-se à cela ou retirava-se para um local ermo para rezar e meditar.

Foi numa dessas andanças que entrou na catedral de Coimbra e, quando rezava no altar de Nossa Senhora, compreendeu a missão que o aguardava. Naquele mesmo instante, comprometeu-se a dedicar sua vida ao serviço de Deus e das pessoas. Tinha dezessete anos e fez o voto de consagrar-se à Virgem Maria.

Assim que se tornou jesuíta veio para o Brasil, em 1554, como missionário. Chegou ao planalto de Piratininga onde, depois, nasceria São Paulo, a 24 de janeiro, véspera da conversão do apóstolo São Paulo. No mesmo local foi instalado um colégio e seu trabalho começou.

José de Anchieta não apenas catequizava os índios. Dava condições para que se adaptassem à chegada dos colonizadores, fortalecendo desta forma a resistência cultural.

Foi o primeiro a escrever uma gramática tupi-guarani, mas, ao mesmo tempo, ensinava aos silvícolas noções de higiene, medicina, música e literatura. Por outro lado, fazia questão de aprender com eles, desenvolvendo diversos estudos da fauna e da flora.

Além de escritor, Anchieta era também poeta. É célebre o dia em que, estando sem papel e lápis à mão, escreveu nas areias da praia seu mais conhecido poema, "Poemas da Virgem". Escreveu e decorou inteirinho, antes que o mar apagasse os versos.

Foi beatificado em 1980 pelo papa João Paulo II
e canonizado pelo Papa Francisco em 3 de abril de 2014.


  • visitas 27