Santo Antônio Maria Gianelli

Santo Antônio Maria GianelliAntônio Maria nasceu no ano da revolução francesa, 1789. A seu modo foi também um revolucionário, pois sacudiu as instituições da Igreja no período posterior ao furacão Napoleão Bonaparte.

Reformou as dioceses por onde passou, fundou instituições de caridade e congregações voltadas para completar a educação de seminaristas, além de institutos dedicados à educação básica de meninas pobres, unindo-se a grupos de freiras e irmãs de caridade, uma preocupação nada comum para sua época.

Por isso o título acima lhe foi atribuído, principalmente na América Latina.

Antonio nasceu em Cereta, perto de Chiavari, na Itália. Ingressou no seminário aos dezenove anos e foi ordenado padre quatro anos depois. Lecionou letras e retórica e sua primeira obra a impressionar o clero foi um recital organizado para recepcionar um novo bispo nomeado para a região, dom Lambruschini.

Intitulou o recital "Reforma do Seminário" e a nova postura na formação de futuros padres repercutiu durante todo o período da restauração pós-napoleônica.

Sua interferência continuou com inovações pastorais em sua paróquia e a fundação de várias instituições, entre elas um seminário. Para uma delas de caráter beneficente, cultural e assistencial, deu um nome pouco usual, "Sociedade Econômica", e entregou-a às Damas da Caridade, para a educação gratuita das meninas carentes.

Era, na verdade, o embrião da congregação que viria a ser fundada em 1829, as Filhas de Maria, que também ficariam conhecidas como Irmãs Gianellinas.

Outra famosa instituição que fundou foi uma pequena congregação missionária, passada depois às mãos de Santo Afonso Maria de Ligório, voltada para a pregação de missões ao povo e à organização do clero.

Em 1838 foi eleito bispo de Bóbbio e, ajudado pelos ligorianos, montou outra congregação, a dos Oblatos de Santo Afonso, que reorganizou sua própria diocese, punindo padres pouco zelosos e até expulsando os indignos.

Santo Antonio Maria Gianelli morreu a 7 de junho de 1846. Foi canonizado por Pio XII em 1951 e suas instituições femininas ainda hoje florescem, principalmente na América Latina.


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